5 de jan. de 2011

O Lado Sombrio Da Lua - Cap 12!


Venham todos os fiéis

As vozes, as lembranças eram tudo que eu tinha.

Bella, em seu vestido de baile azul, colocou seus braços fantasma em meus ombros. “Se você não fosse milhares de vezes mais forte que eu, eu nunca teria deixado você ir longe com isso.”



Eu segurei meu cabelo violentamente, mas nenhum dos fios se soltou. Não desta vez. Puxar meu cabelo não iria remover as memórias de minha mente.



Meus punhos se mudaram para os meus olhos. “Eu sinto tanto a sua falta, Bella”, eu sussurrei.



Eu estive sentado aqui, nas margens do rio por… eu não sei quanto tempo. Por semanas estive procurando pelo Nordeste por algum rastro, algum cheiro de Victoria, mas não encontrei nada senão a morte. Morte humana.



A morte que Bella teria, daqui a muitos anos, eu rezava.



Victoria havia retornado para os EUA um dia depois de seu massacre em Ontário, entrando perigosamente perto de onde minha família tinha se relocado. Antes que eu pudesse avisá-los, eu tinha recebido uma mensagem crítica de Alice.



Sensibilidade legal. Você se preocupa tanto assim com Bella?



Isso foi há quase um mês. Em círculos cada vez maiores eu caçava, rondando abrigos e bares, até mesmo verificando mortes nos centros suburbanos em torno das grandes cidades, sem sucesso algum. Em meio a nevascas e tempestades de gelo eu continuei, sem me incomodar em me alimentar. Cada cena de crime novo trazia um novo corpo, uma outra vida humana levada a um fim violento. E a cada fracasso, a minha ligação com a sanidade escorregava um pouco mais.

Dias ensolarados me encontraram enrolado em meu carro, me escondendo em algum recanto à sombra, preso com ela e com a multidão crescente em meu cérebro. Um ano, eu prometi a mim mesmo, mas eu podia ver sua janela tão claramente quando fechava meus olhos. Abri os olhos e olhei a água correndo, imaginando como a reunião poderia ser…



Ela dormiu, seu cabelo varrido atrás dela em uma trama emaranhada. Com uma respiração profunda, ardente, estendi a mão ao seu rosto. O canto de sua boca virou-se para encontrar o meu toque. Com um suspiro, ela abriu os olhos …

“NÃO!” Eu gritei.



“Parece ser muito mais fácil para você agora,” Bella sussurrou, sua respiração presa.



Sim, ela vinha a mim muito mais fácil agora. Outros sopros fantasmagóricos se uniram ao coro, me empurrando até o limite.



Primeiro, o óbvio, a minha irmã: “Eu amo ela, também,” ela disse, esfregando sal na ferida aberta no meu peito.



Em seguida, o obscuro, um professor de laboratório ligeiramente muito amigável: “Então, Edward, você não acha que Isabella deveria ter uma chance?”

“Como se você não soubesse,” Jasper, de todas as pessoas, respondeu.



“Você não consegue ver onde está indo?” Alice me dizia do passado.



Sim, eu sabia onde estava indo. Um ano, eu disse a mim mesmo, você não poderia dar a ela pelo menos um ano?



Insanidade tinha sido definida uma vez como fazer a mesma coisa repetidas vezes, mas esperando resultados diferentes. Eu ficava procurando por Victoria, mas não encontrei nada. Eu continuava a dizer a mim mesmo que era forte o suficiente para ficar longe de Bella, mas todo momento no qual eu estava de pé era para ela. E sem a capacidade de dormir, não havia trégua. O ciclo se repetia, dia, noite, luz, escuridão. E nada mudava… exceto eu.



Fraca de começo, a minha vontade, e meu corpo, tinham deteriorado ainda mais com a negligência. Eu tinha provado que eu não era bom para Bella, agora eu aparentava mesmo assim. Por que eu não podia fazer minha cabeça, ou meu coração ausente, entender que eu não poderia voltar?



Ao longe um coiote uivou. Um animal, é tudo que eu era. Se um coiote podia mastigar sua perna para escapar de uma armadilha, por que eu não poderia deixar meu coração ir, libertá-lo e seguir em frente? Meu estômago torceu dolorosamente. Porque você não está em uma armadilha, eu disse a mim mesmo. Bella não me aprisionou, me capturou como presa. Não, eu estava muito pior. Minha prisão era de minha própria autoria, sendo cuidada pela criatura mais bela a andar na terra.



Em vez de me aprisionar, minha Bella me implorou para voltar, a ceder, para machucá-la, para condená-la. Ela tinha os dedos fechados em torno de meu coração, apertando-o cada vez que eu considerava sua oferta. Isso é tudo que eu realmente queria fazer, voltar e passar cada um dos seus últimos dias humanos com ela. Ela envelheceria, ficaria enrugada pelo tempo e sabedoria, mas sua beleza nunca desapareceria. Então ela se iria embora, levantando-se ao seu eterno, para o paraíso que ela estava tão indisposta a aceitar.



E eu terminaria minha jornada, me atiraria no nada, implorando por algum alívio do vazio.



Por que esperar?



A idéia me atormentou. Era a solução definitiva, remover permanentemente a mim mesmo.



“Você não tem permissão para se machucar“, Bella chorava.



Eu bufei com a minha memória. “Tarde demais”. Eu não tinha feito nada além de me machucar.



Ela não desistiu, lamentando: “Fique, Edward, fique comigo. Não me deixe”.

Isso é o que eu estaria fazendo.. morrendo… antes dela – deixando-a. Eu consegui puxar o meu corpo físico dela, mas meu coração, meu espírito permaneceu com ela, mesmo que ela não soubesse disso. Dar esse passo final, apagando a minha existência dela permanentemente… era impossível. Especialmente quando eu sabia que ia voltar, algum dia.



Bella apareceu diante de mim, em pé na neve, sorrindo. Ela ainda estava em seu vestido de baile, com os braços abertos. Como eu amava esse azul nela. Meus olhos estavam fechados, e eu rodopiava com meu amor, sob o papel crepom e balões de baile. Talvez a loucura não era tão ruim quanto eu pensava.



Ela não é para você, minha consciência tentava avisar, mas falhou.



Outra voz conhecida acabou nossa festa.



“Posso interromper?



Meus braços caíram ao meu lado e meus olhos se abriram. O círculo de pegadas na neve demonstravam o quão longe eu estava. O garoto chato na minha mente continuou, colocando suas mãos imundas na cintura perfeita da minha Bella.



“Você está muito bonita, por sinal.”

Ele interrompeu a minha fantasia, girando Bella para longe, como ele havia feito meses atrás. Ela dançou alegremente com ele, longe de meu alcance. Não qualquer um, menos ele.



A miragem Quileute olhou para mim e sorriu. Seu rosto ligeiramente turvo, tornando-se mais velho; suas roupas mais primitivas. O garoto, Jacob, tornou-se seu antepassado, Ephraim, ainda abraçando minha Bella.



“Eu vou protegê-la, salvá-la, de você”, ele rosnou, e levou minha Bella para as árvores, explodindo em sua forma de lobo enquanto ia.



O uivo seguinte que quebrou a noite, me quebrou também. Ele não…. não eles, eu pensei vez após vez. Eu mataria todos eles antes que eu deixasse que levassem minha Bella. Imaginei perseguir os lobos, forçando suas gargantas peludas em meus dentes, provandoseu sangue amargo na minha língua. Seus gemidos e gritos estrangulados trouxeram um riso estranho estourando para fora de mim. Não, eles não podiam levar minha Bella.



O último a morrer foi o garoto, Jacob. Até mesmo seu sangue humano era azedo, fruto de sua criação, sem dúvida. Seu grito foi o mais satisfatório de todos.



As sensações foram tão reais que o meu estômago aqueceu, cheio de sangue imaginário. Foi com um susto que abri meus olhos.



A clareira à minha volta estava cheia de coiotes mortos.



Eu só podia olhar em choque. Meu ataque imaginado não tinha sido ficcional – não eram lobos que eu tinha matado, mas seus primos de quatro pernas. Eu também imaginei matá-lo, Jacob, em forma humana, e o terror me consumiu. Lentamente eu inalei, testando o ar para o saciar doce de sangue humano. Quão baixo eu tinha caído?



Felizmente tudo o que me cumprimentou foi o paladar almiscarado de sangue animal.



Eu caí para trás na neve, saciado pela primeira vez em meses. A queimação esfriou e as vozes calaram. Todas menos uma.



“Eu te amo mais que tudo no mundo combinado. Não é o suficiente?“



Eu limpei meu rosto com minhas mãos. Se ao menos o meu amor pudesse ser o suficiente.



Após a eliminação dos restos mortais, eu andei de volta para o carro, seguindo meu caminho para o fim da estrada deserta. Emmett teria rido, vendo-me tão sujo – ele sempre me provocava por ser um comedor arrumado. Enquanto me trocava, eu pensava nas últimas horas, e na minha perda de controle.



Minha instabilidade mental não foi apenas devido a minha saudade de Bella. Eu experienciei o que Carlisle havia experienciado, séculos atrás. Minha sede tinha ganhado, tomado o controle. Enquanto ele devorava uma manada de veados, eu tinha derrubado um bando de coiotes. Eu tinha que ser mais cuidadoso, para não comprometer algo mais acima na cadeia alimentar. Algo humano.



Em roupas limpas, voltei para o volante. Mas o meu problema inicial ainda permanecia. Para onde eu iria? Rastrear outro assassinato parecia inútil, mas eu tinha que encontrar algo para me ocupar antes que eu virasse e voltasse para o Oeste.



Tentei desviar minha atenção estacionando em uma parada de caminhões, esperando que o sopro de outras mentes me distraissem. Um velho Chevy vermelho no estacionamento tornou a distração impossível.



Minha cabeça descansava contra o volante, a escuridão incapaz de negar a imagem que permeiava a minha visão. Embora eu reconquistasse a maioria de minhas faculdades mentais, Bella ainda me perseguia, a mão dela, implacável. “Eu tinha esperança que você poderia ter mudado de idéia.”



Passei meus dedos em meu cabelo novamente, me perguntando se a dor de arrancá-lo fora poderia quebrar o ciclo, mas fui interrompido por uma batida nítida na minha janela.



“Ei, moço, você está bem?” Por favor que ele esteja vivo. O policial suspirou de alívio quando eu levantei os olhos para ele e abaixei minha janela uma polegada.



“Estou bem, policial,” eu disse, me chutando por não perceber sua aproximação.



Você está tão pálido como o cadáver que encontraram no rio, ele pensou. O corpo sem qualquer traço de cheiro da Victoria. Meu literal último beco sem saída. “Para onde você está indo?” ele perguntou.



Quem me dera saber.



“Nada de trilha?” Bella perguntou entre as batidas do coração do policial.



O distintivo em seu ombro me disse que eu ainda estava em Kentucky. Antes que ele pudesse notar minha hesitação, eu apontei para longe do sol nascente. “St. Louis. Estou só fazendo uma pausa.”

Ele avaliou a minha aparência. “Sentado aqui nesse tempo não é a forma mais segura de fazer uma pausa.” Adormeça e você vai congelar até a morte.



Um dia eu teria achado a sua preocupação divertida.



“Por que você não vem para dentro da lanchonete e … “



Eu virei a chave, trazendo o meu carro para a vida. “Não, obrigado. Eu preciso ir de qualquer maneira.”



Ele considerou discutir, mas pensou melhor, batendo no teto do meu carro no lugar. “Mais poder para você”, ele disse, e caminhou em direção à lanchonete da parada de caminhão. O policial não viu minha careta para suas palavras.



Mais memórias invadiram meu cérebro, e a voz de Charlie soou com riso, assim como aconteceu após proferir as mesmas palavras na Primavera passada. Eu não poderia rir com ele neste momento, no entanto.



“Você tome conta da minha menina“, ele alertou.



Deus sabe que eu estou tentando.



Dirigi cerca de uma milha de distância, em seguida encostei, fora da vista dos carros que passavam e policiais prestativos. Sem um destino, realmente não sabia onde eu estava indo.



Enquanto eu discutia em continuar minha busca inútil, meu telefone zumbiu três vezes. Não é uma ligação, uma mensagem.



Cuidadosamente, abri o telefone, com medo da fonte da mensagem. O que eu vi me chocou.



ALVO DETECTADO NB 04:25 20 DEZ 2005 LAREDO TEXAS

Quando instalei minha vigilância nas câmeras de patrulha da fronteira, eu entrei em toda a rede, esperando pegar Vitória passando de volta para os EUA vinda do Canadá. Eu nunca me preocupei em desativar o meu programa depois que tinha servido o seu propósito, e não esperei que Victoria cruzasse a fronteira em aquele carro novamente. A última coisa que eu esperava era ver seu retorno vinda do México.

Meu punho desceu para o centro do carro, destruindo o porta-copos inútil.



Victoria tinha atravessado todo o país sem o meu conhecimento, sem deixar uma única pista em quase um mês. Eu tinha sido tão idiota! Passei uma semana inteira hesitando nos arredores de Nova York sozinho, enquanto ela esteve, onde – Acapulco? Cancun? Droga!



A clareza retornava enquanto eu virava o carro a sudoeste, acelerando em direção ao estado conhecido como Lone Star. Eu pesquei o meu chapéu do assento do passageiro – nem mesmo o sol iria me deter. Enquanto o céu se iluminava, o meu pé esmagou o pedal do acelerador, ameaçando empurrá-lo completamente através do assoalho.



Atravessei o Texas com diferentes fantasmas me assombrando, fantasmas que, pela primeira vez, não eram meus. Meu unico conhecimento do estado Lone Star vinha em segunda mão, de Jasper. Ele passou décadas vagando pelas planícies cobertas de mato do México e do sul do Texas, matando humanos e vampiros também. Ele me deixou a par de uma amostra da violência que ele participou; a minha própria experiência não foi nada em comparação com a brutalidade crua que ele não só tinha sido submetido, mas infligido a outros.



Sua consciência há muito havia sido amenizada, enquanto ele via o seu tempo com a sua criadora como um de guerra, embora as cicatrizes que ele carregava não foram tão facilmente apagadas. Embora ele tenha negado a todos os outros, eu sabia que ele detestava viver com o seu passado escrito por toda a sua pele. Mas todos nós tínhamos as nossas cicatrizes. Às vezes eu queria que as minhas fossem tão óbvias quanto as dele.



“Você ainda está esperando pela fuga e os gritos, não é?”



Sim. Talvez Bella correria quando eu a visse de novo. Improvável, mas se ela o fizesse, eu não iria seguir. Foi o pensamento de estar na presença dela, não importa o resultado, que me fez sugar uma respiração fria. “Um ano”, eu sussurrei, e saí para a rodovia.



Eu fiz um bom tempo dirigindo hoje. A chuva manteve o trânsito tranquilo, e as milhas tinham corrido por debaixo de minhas rodas. Cheguei no posto de gasolina fora de San Antonio logo após o pôr do sol. Como se eu não tivesse o suficiente para manter o meu fantasma de Bella comigo, a música vinda através da estação foi de Peter Gabriel In Your Eyes.

“Amor, eu fico tão perdido, às vezes

dias passam e esse vazio enche meu coração.”



Enfiei meu cartão de crédito no leitor, mas a música continuou, transformando a minha dor em agonia melódica.



“Quando eu quero fugir

Eu dirijo o meu carro

mas para onde quer que eu vá

Eu volto para o lugar onde você está.”

Os olhos castanhos de Bella pareciam refletidos na janela preta brilhante do meu carro.



“Eu amo essa música,” a mulher dentro da loja minúscula disse, saltando com a batida e desviando minha atenção. Concentrei-me em sua mente, tentando encontrar algo trivial para abafar a música. O cliente através do balcão sorriu educadamente, mas não respondeu. O caixa olhou para fora da janela no meu carro. “Belo carro.”



“Obrigado”, eu disse para mim mesmo, olhando para trás na bomba de gasolina dolorosamente lenta. No metal polido eu vi minha imagem distorcida. Meus olhos estavam realmente âmbar. A última vez que estiveram desta cor foi quando …



“Eu tenho uma teoria sobre isso“, Bella disse timidamente. Seus olhos fechados, me mostrando a imagem que eu tinha visto naquele último dia. “Espere!” ela chamou.



Balancei minha cabeça tentando desesperadamente apagar a imagem.



“Em seus olhos

a resolução de todas as minhas buscas infrutíferas

em seus olhos

Eu vejo a luz e o calor

em seus olhos

oh, eu quero ser aquele completo

Eu quero tocar na luz,

o calor que vejo em seus olhos. “

Minhas mãos tremiam no momento em que a música terminou, cada palavra enterrando-se em mim como um punhal. O barulho do carro de um policial estadual do Texas abafou os acordes finais e meus olhos levantaram para alcançá-lo. Ele levantou uma sobrancelha no meu carro, fazendo uma anotação mental para vigiar o meu veículo amante da velocidade na estrada.



Eu não respondi, mas observei quando ele entrou no mini-mercado.



“Como vão as coisas, Wendy?” ele disse.



“Tudo bem, Jack. Nós não tivemos mais problemas hoje.”



Ouvi como uma distração, ignorando a nova música que começou no fundo. Bella parecia estar fazendo pedidos de música hoje à noite; I Will Remember You fez serenata para o funcionário agora. Uma tarefa tão simples tornou-se uma tortura.



Eu realmente considerei assobiar para afogar a letra.



“Como tão claramente eu vi você pela primeira sorrindo ao sol



Queria sentir seu calor sobre mim, eu queria ser o único”



A música poderia ter sido escrita só para mim. Rangendo os dentes eu assisti os números mudando na bomba. Eu poderia sugar a gasolina para fora do solo mais rápido do que esta bomba, queixei a mim mesmo.



“Eu tenho tanto medo de te amar, mas mais medo de perder

Agarrado a um passado que não me deixa escolher

Uma vez houve uma noite de escuridão, profunda e infinita

Você me deu tudo que tinha, oh você me deu luz”

Felizmente, os pensamentos do policial me interrompeu. ”Isso é bom. Nós não vimos nem o cabelo da mulher que tentou roubá-lo. Eu pensei que alguém com uma descrição tão marcante seria fácil de encontrar”, disse o policial quando ele terminou de preencher um enorme copo de refrigerante.



A bomba desligou, mas eu não me mexi. A imagem que preenche a mente da atendente tinha me congelado no lugar. Ela tinha sido roubada por Victoria. E viveu …



“Sim, os olhos daquela mulher eram assustadores. Gostaria de saber se eles eram de verdade. A maioria dos ruivos têm olhos verdes e não preto. Eh, perucas são muito boas esses dias, eu acho.”



A secretária lembrou de Victoria pulando o balcão e agarrando-lhe pela garganta, mas depois sendo libertada quando um ônibus parou na estação. Espero que ela tenha agradecido a Deus sempre que ela rezava. Porque para estar nas garras de um vampiro com fome e ficar com apenas uma contusão estava perto de milagroso.



Quase alegremente eu tirei a bomba de gasolina do carro. Victoria teria que estar caçando hoje à noite, talvez aqui em San Antonio. Uma antecipação desconhecida se espalhou sobre mim.



Eu poderia tê-la hoje à noite e evitar mais mortes, mais assassinatos. E eu poderia livrar o mundo de um monstro cruel,assassino. Nem, desde os meus dias de vigilante eu ansiava para matar tanto assim – mesmo meu desejo de destruir James foi temperado com o desejo de proteger Bella. Sem moral, nem consciência, nem mesmo Bella iria interceder em nome de Victoria. Ela morreria, e ninguém iria lamentar sua partida.



“Eu ainda não sei como ela quebrou a fechadura. Um segundo ele estava lá, no próximo, a porta estava deitada no chão”, disse a secretária, lembrando a cena confusa. “Assustador”.



O policial levou o copo no balcão. ”Conserte aquelas câmeras, ok? Você realmente precisa de algum tipo de proteção aqui.”



A garota estava prestes a responder quando o telefone celular do policial tocou. Eu não prestei muita atenção à mensagem, mas o policial deixou cair seu copo e correu para seu carro. Ele saltou para fora e correu, os seus pensamentos focados em uma menina um pouco mais velha do que Bella.



“Juliet- quatro códigos três para Austin. Chris, eu preciso de detalhes de um incêndio no corredor da fraternidade, agora!” ele gritou em seu rádio. Quando ele saiu em disparada, eu capteo a razão para o medo.



A casa da irmandade, na Universidade do Texas, estava pegando fogo… quatro ou cinco presumidamente estavam presos ou mortos. Uma estranha chama roxa havia sido localizada, e unidades especiais que lidam com materiais perigosos foram chamadas para a cena.



Veneno queimava com uma cor roxa, mas era raro para qualquer um ver, ele queimava tão rapidamente. Eu arranquei depois do policial que estava freneticamente tentando chamar sua filha, uma das poucas alunas ainda na casa de sua fraternidade mesmo que o semestre tenha acabado.



O flash azul e vermelho pulsou como um batimento cardíaco visual, refletindo no asfalto molhado atrás de mim. O carro patrulha cortou a escuridão como uma faca quente, viajando a velocidades próximas de pânico a cento e vinte quilômetros por hora. Eu seguia atrás, apenas uma sombra preta na noite que chuviscava. Uma sombra com um propósito, finalmente.



Eu estava estranhamente confortável, dirigindo atrás do humano aterrorizado. Um dia atrás eu não tinha qualquer finalidade, sem esperança, e estava minutos de quebrar minha promessa. Mas a loucura faz isso com uma pessoa, eu percebi. Meu problema era que a insanidade ainda se escondia dentro de mim, cochichando, rindo e me provocando cada momento de cada dia, com profundos olhos castanhos que virou meu mundo inteiro em um sépia maçante.



“Claro. Marrom é quente. Tenho saudades de marrom.”



Eu sinto falta de marrom, também, meu amor.



“Que fraternidade, Chris? Eu tenho que saber!” o policial gritou em seu rádio. A face de sua filha sorriu de volta da foto presa no visor de seu carro. Por favor, Deus.



O pânico do homem trouxe de volta diferentes memórias perturbadas de outro telefonema de outro policial, não há muito tempo. Charlie devia ter estado similarmente perturbado, sem saber onde Bella tinha desaparecido durante aqueles dias terríveis em Phoenix, mas o apelo que eu fiz não foi reconfortante.



Colocar Bella na cena em que Alice tinha preparado no nosso hotel e, em seguida, me afastar foi a coisa mais difícil que eu já tinha feito. Ainda quebrada, ainda sangrando, eu tinha que deixá-la nas mãos do humanos, incapaz de tocá-la. Carlisle teve que me segurar enquanto ela gemia de dor quando eles a transferiram para a maca.



Eles estão ajudando ela, não machucando-a. Você tem que deixá-los trabalhar, Edward. Carlisle pensou. Você vai estar com ela em breve. Não vai ser tanto tempo assim.



Alice me mostrou o futuro: em breve eu estaria sentado ao lado de uma Bella inconsciente, sozinho.



Seguimos a ambulância, tanto quanto possível, sem atrair atenção indevida. Mesmo com o tráfego eu podia ouvir os batimentos cardíacos do veículo à frente de nós, um eco fraco do que deveria ser.



A hora seguinte foi torturante como eu imaginei, exilado na sala de espera no Scottsdale Memorial. Carlisle tinha sido permitido observar o tratamento de Bella através do vidro. Eu assisti com ele, ouvindo novamente a longa lista de seus ferimentos. A responsabilidade por seu sofrimento descansava comigo, mas eu desejava ter infligido os mesmos danos em James. Ele pagou o preço final, em meio as chamas naquele horrivel estúdio de dança, mas nunca seria suficiente para cobrir o custo de Bella.



Um dos médicos chamou Carlisle de lado. “Ela está estável, em grande parte graças à sua ação rápida, Dr. Cullen. Nós não conseguimos encontrar mais cacos de vidro em suas feridas. Estamos enviando-a para Raio-X para verificar a gravidade das lesões e verificar se há fraturas no crânio, então ela vai ser transferida para um quarto. Ela é muito afortunada que você a encontrou. “



Carlisle apertou a mão do médico. “Sorte para todos nós. Obrigado por cuidar dela.”

Bella veio na cadeira de rodas por trás Carlisle, acompanhada por uma enfermeira empurrando uma arara de monitores, IV, e o litro de sangue que, lentamente, pingava em seu braço. Eu dei um passo em direção à porta que me separava dela.



“Não, Edward, não. Você tem que ser paciente“, Alice disse, pegando meu braço. “Há outras coisas que você precisa fazer.”

“O quê? Carlisle havia preenchido todos os formulários. Eu cuspi. Outra enfermeira se aproximou de meu pai com outra prancheta enquanto eu falava.



É preciso chamar Charlie e Renée.



Eu belisquei a ponte do meu nariz. Charlie.



A última vez que tinha visto o pai de Bella, ele olhou para mim pela janela do café. Carlisle tinha falado com ele, mas mesmo sem ouvir os pensamentos de Charlie eu sabia que ele ainda me culpava, em algum nível pela partida repentina de Bella.



Alice colocou a mão no meu braço. ”Por que você não vai lá fora? O sol está se pondo e as sombras são longas deste lado do edifício.” Ela se sentou em uma cadeira e pegou uma revista. “Porque eu não sei o que eu diria para Charlie,” ela não podia ver como ele iria reagir, e encolheu os ombros. Seus pensamentos se voltaram para a câmera de vídeo no carro de Carlisle, se perguntando sobre a declaração de Bella que James conhecia a minha irmã.



“Eu quero ver a fita, também, Alice,” eu disse antes de se afastar. Assistir James torturar Bella não era algo que eu estava ansioso em fazer, mas eu tinha que saber o que ela tinha sofrido. Bella não podia carregar esse fardo sozinho.



Eu não pensei antes de ligar, ainda não tendo certeza de como contar a Charlie o que tinha acontecido.



Ele respondeu no segundo toque. ”Edward”, ele disse cautelosamente. “Ela não está aqui.”



“Sim, Chefe Swan, eu sei. Eu estou ligando do Arizona.”



Ele tomou uma respiração profunda como minha declaração se registrava. ”Você está onde? Por que você não pode simplesmente deixá-la sozinha? Ela obviamente não quer nada com você”, disse ele severamente.



“É por isso que eu vim aqui, senhor, para kme desculpar e pedir para ela voltar. Eu não quis forçá-la para fora de sua casa.”



A raiva de Charlie explodiu. “Isso é exatamente o que você fez, fez ela ir embora. E agora você a está perseguindo? Eu vou chamar a polícia …”

“Espere, senhor, eu não vim sozinho. Meu pai e minha irmã estão aqui também. Bella sabe que ela está segura. Ela concordou em me ver.”



“Então por que exatamente você está me chamando? Se você está esperando um ‘muito obrigado’, você vai estar esperando por um bom tempo.”



Uma eternidade, sem dúvida. Outra golfada de ar inútil visitou meus pulmões enquanto eu me preparei para o pior. Se Charlie me proibisse de ver Bella, eu não tinha certeza do que eu faria.



“Não, senhor, eu não espero nada. Como eu disse, Bella concordou em nos encontrar no nosso hotel. Ela decidiu subir as escadas até nosso quarto e no caminho, tropeçou e caiu.” A mentira rasgou a minha consciência, mas eu não podia dizer-lhe que não um, mas dois vampiros diferentes tinha tentado matá-la. Com um engolir culposo afastei seu divino sabor. As horas de intervenção não tinham entorpecido a memória da ambrosia vermelha que era bombeada através de suas veias.



A ingestão acentuada de ar de Charlie assobiou através do receptor. “Ela caiu?” repetiu ele.



“Ela vai ficar bem, senhor,” Eu comecei de forma rápida, apressando-me com a pior parte. ”Ela quebrou a perna e recebeu alguns cortes profundos que precisou levar pontos. Algumas costelas também foram quebradas”, eu terminei quietamente. Eu deixaria os médicos lhe falarem sobre a fina linha de fraturas em seu crânio que haviam acabado de descobrir.



“De cair pelas escadas? O que você fez com ela?” ele gritou.



Se ele soubesse. ”Eu nem vi isso acontecer.” Mas eu iria, quando visse o vídeo de James. Aquele desgraçado…” Ela caiu dois lances de escada, e atravessou uma janela de vidro. Ninguém está mais arrependido por isso do que eu estou, lhe garanto. Meu pai a encontrou e lhe deu os primeiros socorros imediatamente. Ela está recebendo o melhor cuidado possível. ”



“Você me escute, Edward Cullen, fique bem longe dela, está me ouvindo? Se eu pegar você …”



Uma mão de pedra pegou o telefone da minha orelha.



“Charlie, você precisa se acalmar. Edward não fez nada, além de tentar ajudar. O que aconteceu foi puramente acidental. Bella estava animada para ver o meu filho e tropeçou, isso é tudo.” Considerando seu passado, isso não deve ser muito difícil para ele aceitar, Carlisle pensou, recordando a primeira vez que viu os raios-x de Bella.



Charlie não falou por um momento.. ”Carlisle?” ele perguntou, confuso.



A voz de Carlisle estava calma e até mesmo, autoritária, mas reconfortante. “Sim, Charlie. Bella é forte, e vai se recuperar totalmente dos ferimentos. Acabei de sair do telefone com Renée. Ela já está a caminho.” Ele fez uma pausa, mas Charlie não falou. “Eu tomei a liberdade de reservar um lugar no vôo de oito horas em Seattle para você. Você acha que pode pegá-lo?”



A voz suave de Carlisle tinha feito toda a diferença, uma terceira parte neutra em uma conversa volátil. Agora, enquanto eu corria pela estrada atrás do soldado distraído, eu reconheci o mesmo controle, mesmo na voz do atendente.



“Jack, foi na casa Kappa Sigma, não na Delta Kai. Ela está bem, Juliet – quatro.”



“Levanta-te, sol justo, e mate a Lua invejosa, que já está doente e pálida de desgosto.” A palavra ‘Julieta’ trouxe de volta a última vez que eu vi Bella feliz, cobrindo as memórias de seu rosto machucado e em coma.



O policial disse uma rápida oração de agradecimento, e fez promessas para ir à igreja mais vezes enquanto ele diminuia a irritantes oitenta milhas por hora.



“Entendido. Obrigado, Linda. As vítimas já foram identificadas?” Ele pensou na amiga de sua filha, um membro da casa queimada.



O rádio estalava. ”Não. De acordo com o departamente de incêndio, uma espécie de acelerador deve ter sido utilizado. O fogo estava muito intenso para os socorristas entrarem no edifício. Nenhum corpo foi recuperado.”



“Vou verificar a cena, tenho um tempo livre. Juliet – quatro 10 07″.



O policial chamou sua filha em seu celular novamente, finalmente a achando enquano ele conduzia-me através das ruas de Austin. A voz da menina tremia enquanto falava, segurando lágrimas porque ela temia que sua amiga estava entre os desaparecidos. Seu pai lhe assegurou que ele estava perto, e que iria ajudar.



Quando o policial chegou à linha de fogo, eu circulei o quarteirão, estacionando ao longo de uma rua escura. Eu duvidava que ele reconhecesse o meu carro, mas eu não podia arriscar. Pulando cercas e construções, encontrei-o novamente, pegando sua filha quando ela desabou em seus braços.



Tentei ignorar o encontro deles, deixando pai e filha se confortarem entre si com privacidade. Quando os detalhes do incêndio aparecem em sua conversa, eu lhes dei toda a minha atenção.



“Conversei com a Kim mais cedo, ela disse que conheceu uma garota nova no laboratório de informática na biblioteca e que elas estavam voltando para casa para assistir um filme”, disse a menina, a voz embargada. ”Ela me convidou para ir. Se ela foi uma das que morreu …” Eu reconheci o medo e a culpa em seus pensamentos, o desejo de mudar o passado.



Os dois se abraçaram de novo, e eu voltei para o carro. A família humana me deu a pista que eu precisava – uma alma confiante seria o alvo perfeito para Victoria. Seria ela a “nova garota” do laboratório de informática?



Desde que Victoria ainda estava usando um veículo, não foi nenhuma surpresa que ela não tenha deixado nenhuma pista perto do fogo. Mas ela não estava fugindo tão facilmente dessa vez.



Após uma rápida parada perto da Starbucks para buscar no Google um mapa do campus, fui para a biblioteca. Com dez minutos de sobra até o fechamento, eu encontrei o laboratório de informática e segui o meu nariz para o terminal que Victoria estava usando.



Algumas teclas e um silêncio atordoado depois, eu estava olhando para uma reserva de linha aérea para Victoria James.



Para Buenos Aires. O quê?



Ela comprou uma passagem para Argentina? Minha mente correu, peneirando o que eu sabia sobre o meu inimigo. Ela fugia quando em perigo; ela gostava de jogar. Qual desse era agora?



Seu vôo estava programado para sair de Dallas em cerca de uma hora, então não havia nenhuma maneira que eu poderia chegar em tempo. Mas o primeio voo direto da manhã chegava apenas duas horas depois dela. Com o anúncio de que a biblioteca estava fechando soando nos alto-falantes, eu marquei meu vôo próprio. Os dois vôos saiam do mesmo portão e se a sorte me ajudasse, eu poderia verificar se ela realmente embarcou no avião antes de eu pisar em um.



Com o propósito renovado, eu peguei a estrada. Talvez deixar o continente aliviasse minhas memórias. Mas eu quero isso?



Bella fez uma careta. “O que você está pedindo? Minha permissão?”



E se viajar para mais longe significava que a imagem na minha cabeça seria aliviada? Que a voz tornasse menor do que um sussurro? O buraco no meu peito ficou maior com o pensamento.



“Eu pensei que você fosse insensível,” ela sussurrou.



Ela zombou de mim todo o caminho para Dallas, lembrando-me de todas as coisas que eu amava nela. Eu não respondi às suas perguntas imaginadas e articuladas, mas não tentei desligar-la, também.



“Pensei que tivéssemos passado todo o evasivo”, ela reclamou, e eu realmente sorri. Não, ela não me deixaria para sofrer em silêncio, não enquanto ela esperava em algum lugar, seu coração batendo e seu rosto corando. Um ciclo seria quebrado quando eu pegasse Victoria. Os outros continuariam, assim como a vida de Bella.



À meia-noite eu estava andando através das portas do aeroporto de Dallas-Fort Wort, minha mochila sobre meu ombro. O terminal estava tranquilo, apenas alguns vôos estavam programados para sair no meio da noite. Eu me dirigi para a mesa de primeira classe. Coloquei minha carteira no balcão, virando-a de forma a expor minha carteira de motorista e as fotos que eu tinha adquirido em uma farmácia no caminho. A ruiva na foto não era Victoria, mas a semelhança era perto o suficiente para provocar a memória de um ser humano.



“Boa noite, Sr. Masen. Você têm uma reserva?” A agente alta e morena e tinha um grande sorriso para mim. Uau, queria eu ter vinte anos novamente.



Eu concordei, e a agente, Elizabeth, ficou feliz. Bella comentou sobre o aparente retorno do meu charme. “Você tem que saber o efeito que tem sobre as pessoas.” Acho que o meu colapso nervoso e minha refeição tinham servido para um propósito positivo, no final.



“Você está reservado à 07:35 para Buenos Aires. Vejo que seu lugar é na última fila da primeira classe. Eu posso colocá-lo na primeira fila, se você não se importa com o compartimento de malas acima”, ela titulou. Essas longas pernas merecem espaço extra. Se eu tivesse um tempo de férias, eu iria com ele.



“Você acha que consiguem o que querem tão facilmente?” Bella sorriu.



“Isso seria muito bom, obrigado”, eu disse. Eu inclinei a carteira antes de pegá-la.



A foto chamou a atenção da agente. Ela é bonita também. Um parente, eu espero. Ela olhou um pouco mais perto. ”Esta é a sua irmã? Eu poderia jurar que a vi aqui mais cedo esta noite.” Victoria apareceu no olho de sua mente, pegando sua passagem para a Argentina.



Ela tinha vindo aqui.



“Não, a foto veio com a carteira, na verdade.” Eu sorri e peguei minha passagem de Elizabeth.



“Huh. Coincidência apenas, eu acho. Tenha uma boa viagem, Sr. Masen.”



Eu balancei a cabeça, então fiz meu caminho.



O perfume de Victoria tinha sido completamente destruído no posto de segurança do aeroporto, mas se eu realmente quisesse, eu poderia invadir o sistema e ver se ela tinha sido fotografada. Mas logo que eu passei pela vistoria peguei a ponta de seu perfume doce, e o segui através do terminal.



A trilha me levou a uma livraria, há muito tempo fechada, e um banco voltado para as janelas do meu portão de embarque. A probabilidade de que Victoria estivesse fugindo foi reforçada. Sentei-me no lado oposto da porta, preparando-me para esperar até eu embarcar no avião.



Apenas abri meu laptop quando meu telefone tocou. Eu esperava que Alice fosse ligar mais cedo, quando eu tive meu lapso, mas ela permaneceu em silêncio. Ela estaria esperando até que eu fosse mais coerente antes de me dar uma bronca? Hesitante, eu chequei o identificador de chamadas. Não era a Alice, mas Emmett. O que ele poderia querer? Provavelmente só para provocar - coloquei o telefone de volta no bolso.



Mal eu tinha colocado meu laptop situado quando meu telefone tocou novamente.



Atenda o maldito telefone, Edward. Preciso falar com você , dizia a mensagem.



O telefone tocou novamente na minha mão. Ok. ”O que você quer, Emmett?”



“Olá, para você também, mano. Fico feliz em ouvir que você ainda está vivo.”



“Claro que estou vivo. Desculpe se você perdeu a aposta.”



“Essa doeu, “ Emmett disse. ”Você deixou Alice preocupada, você sabe, com aquela cena que você fez ontem. Eu juro que ela ficou verde quando viu aquela visão e sufocou o seu nome. Que diabos você pensa em fazer?”



Droga, ela não deveria estar me vigiando. ”Nada. Você sabe como ela é dramática. É por isso que você me ligou, para me vigiar?” Eu me preparava para desligar.



Ele não respondeu de imediato, e o silêncio total despertou minha curiosidade. Onde ele estava?



Sua resposta veio lentamente. ”Não. Eu estava ligando para pedir-lhe para voltar para casa para o Natal. Todos sentimos sua falta. Principalmente Esme, ela está preocupada e gostaria de vê-lo, apenas por esse dia”.



“Eu não posso, Em, estou esperando por um vôo para o sul agora. Eu não sei quando estarei de volta.” Mesmo que não soubesse onde Victoria estava indo, eu não poderia passar as férias com eles. Eu mal me segurei de comprar algo e enviar para Bella, mesmo sabendo como ela odiava presentes. Sem papel de embrulho, é claro.



“Nossa mãe está realmente sofrendo, sentindo falta de você. Pense sobre seus sentimentos,” Emmett disse.



Eu suspirei. Ela tem estado tão triste desde quando fui embora, eu não poderia fazer ela passar por aquilo novamente. Mas talvez se eu falasse com ela? ”Eu sei, e sinto muito. Mas, vendo-me só piora as coisas para ela, e eu não quero estragar o Natal para todos vocês. Especialmente para você, Em. Duvido que Rosalie ficaria feliz em me ver. ”



“Ela vai superar isso. Vamos, só por um dia, Edward. Será que não consegue fazer isso?”



Eu não poderia discutir o fato de que, vendo Esme, e até mesmo Emmett não era atraente. Era também extremamente egoísta. “Não, eu vou estar na Argentina. Victoria está apenas um par de horas antes de mim.” Corri a mão pelo meu cabelo. ”E se eu falar com ela? Ela está aí?”



“Não, ela está com Carlisle. É Solstício”. Isso explicava o silêncio. Emmett devia ser o único na casa.



Um feriado tradicionalmente pagão, Carlisle tinha acrescentado ele com suas comemorações pessoais a pelo menos dois séculos atrás. Desde quando eu o conhecia ele fazia questão de sair sozinho nisto, a noite mais longa do ano, e comungar com Deus. Ele convidava cada um de nós para se juntar a ele, e eu o acompanhei algumas vezes por curiosidade, mas nenhum de nós compartilhava a convicção que ele tinha em um Deus misericordioso. Só Esme lhe fazia compania, mais por respeito e amor do que fé.



Meu pai passava as horas escuras meditando sobre sua vida, medindo suas ações durante o passado ano, décadas ou séculos contra o que ele acreditava que Deus teria esperado dele. Ele confessava seus pecados, e encontrava alguma absolvição no processo. Eu tinha escutado seus pensamentos, mas não os compartilhei.



Quando ele e Esme partiam para sua adoração anual, o resto de nós usualmente íamos caçar por um tempo prolongado. Raramente tantos de nós caçamos juntos, mas esta era a noite quando todos os meus irmãos iriam para a área selvagem juntos. A caça geralmente se evoluia para lutas de bola de neve e jogos – a única vez que nós realmente nos sentíamos como crianças.



A caça do Solstício era um dos eventos preferidos de Emmett – ele tinha deixado isso de lado para me chamar?



“Por que você não está com os outros?” Eu perguntei.



“Eu não queria ligar quando Esme estivesse ao redor, e para ser honesto, eu não estava realmente interessado em ir desde que você não ia estar aqui.” Suas palavras tornaram-se um sussurro.”Tenho saudades de você, irmão.”



Meu estômago caiu para o chão. ”Tenho saudades de você também, Em. Mas você deveria sair. Encontre um alce ou algo assim.”



Ele não respondeu.



“É melhor assim, realmente. Você não quer ficar perto de mim. Eu não quero estar perto de mim, a maior parte do tempo.”



“Por que?” Bella sussurrou.



Derrotado, Emmett suspirou. ”Não vou importunar você do jeito que Alice queria que eu fizesse, então vou deixar você ir. Uma coisa, porém. Tenho certeza que posso adivinhar o que afetou ela ontem, e vou te avisar que é melhor você não estar planejando em se matar. Você sequer pense sobre isso de novo e eu vou arrancar os seus braços fora, você está me ouvindo?” A ameaça perdeu força enquanto a tristeza na voz de meu irmão flutuava diretamente para o buraco em meu peito, ampliando-o.



“Obrigado, Em, te entendi. Tome conte deles para mim, ok?” Eu não poderia aguentar mais culpa.



“Eu irei”.



Fechei o telefone. Meu irmão me conhecia muito bem. Talvez eu pudesse arranjar algum tempo para encontrá-lo, mas então me lembrei de como ele afetava Bella. Ele conseguia provocar o blush dela com suas piadas, tratando-a como sua irmã caçula desde a primeira vez que ele falou com ela. Ainda naquele última dia normal ele a provocou, tirando um lindo corar dela.



“Muito obrigada, Emmett“, Bella sussurrou, seu rosto um vermelho que rivalizava qualquer rosa. Constrangimento apenas aumentou a beleza do meu anjo.



Meu irmão riu alto. Suas próximas palavras vieram de uma memória diferente, uma do Verão passado. “O inferno não é tão ruim se você consegue manter um anjo com você.”



Ele estava certo. Mas o oposto também é verdadeiro. O inferno é infinitamente pior sem um anjo.



Sem o meu anjo.



**Solstício – (é o dia mais curto do ano e a noite mais longa do ano.)

Fontte: Foforks

Eclipse Detonando!


PhotobucketComo você sabe, A Saga Crepúsculo: Eclipse em DVD e Blu-Ray chegou às lojas em 04 de dezembro. Imediatamente, em outras palavras, no fim de semana de abertura, o DVD / Blu-Ray de Eclipse vendeu mais de três milhões de unidades.



Estes números são comparáveis aos valores de abertura de vendas para os DVDs de Crepúsculo e Lua Nova (três e quatro milhões, respectivamente), mas a Home Media Magazine citou um representante da Summit Entertainment para afirmar: “Com os dois primeiros títulos, tivemos enormes eventos de abertura em Março envolvendo milhares de lojas de varejo… Nós estávamos indo para um ‘big bang’. Desta vez, estamos lançando o filme durante as férias, um tempo muito mais lotado e um shopping com padrões muito diferentes de consumidores. Então todo o nosso plano é olhar para o que estamos fazendo ao longo de um período de quatro semanas, e não uma única noite.”



Bem, de acordo com os números, depois de quatro semanas (até a semana de 26 de dezembro), mais de sete milhões de DVDs e Blu-Rays de Eclipse foram vendidos (7.111.305 para ser exato).



Em 2010, 7.829.281 de DVDs e Blu-Rays de A Saga Crepúsculo: Lua Nova foram vendidos, depois de ter sido lançado em 20 de março. Assim, as vendas do Eclipse DVD foram quase tão forte como Lua Nova, em apenas quatro semanas.



Eclipse foi o quinto DVD mais vendido em 2010, e Lua Nova foi o terceiro. Em 2009, Twilight vendeu mais de 10 milhões de cópias. Os DVDs de Crepúsculo também tiveram seu lançamento em março. Portanto, deve ser interessante ver quantas unidades de Eclipse serão vendidas. Nesse ritmo, Eclipse, provavelmente, será triunfante em cima dos outros dois filmes.



Fonte: Examiner Via: Foforks!

BlackBjs!

Agora Pode Agarrar!

Agora as fãs, poderão agarrar e assediar Rob(Um falso Rob) o quanto quiserem1



PhotobucketDe acordo com o Daily Star, Robert Pattinson está procurando um dublê de corpo para despistar as fãs que acabam extrapolando na hora da tietagem.



O jornal diz ainda que a decisão foi tomada após uma atitude extrema de uma garota japonesa, que praticamente abandonou a vida que levava para seguir o astro onde quer que ele fosse.



“Ele acabou se tornando o foco de um grupo de fãs superprotetoras”, diz um informante ao Daily Star. “Robert é constantemente bombardeado com correspondência enviada por fãs, mas um grupo específico passou a seguí-lo, inclusive essa menina do Japão”.


Fonte: Titinet

Espiada VIP Em Camelot

Pattinson No PCA Hoje!!

Pattinson vai se juntar aos seus co-stars da Saga Twilight, Kristen Stewart e Taylor Lautner, no People’s Choice Awards, um representante do show confirma ao Gossip Cop.
Mas espere, ainda há mais…
Ao Gossip Cop foi dito exclusivamente por uma fonte próxima a Pattinson que o ator está voando do set de Breaking Dawn ambientado na Louisiana para a premiação em Los Angeles, apenas ”por uma hora, depois volta para o set.”
Temos um pressentimento Pattinson não deixará o People’s Choice Awards de mãos vazias.
A grande lista de convidados do show também inclui Taylor Swift, Natalie Portman, Katy Perry, Zac Efron e dezenas de outras celebridades.
A premiação será transmitida ao vivo nesta quarta-feira no Nokia Theatre LA Live, em Los Angeles em 21:00 na CBS. (horário local)



Fonte; pattinsonlife Via: Foforks

4 de jan. de 2011

O Lado Sombrio Da Lua - Cap 11!




Sexta-feira Negra



A neve voava do pára-brisa enquanto eu dirigia pelas movimentadas ruas de Toronto. O trânsito estava mais pesado do que eu esperava que fosse estar tão tarde assim em uma sexta-feira, aparentemente poucos canadenses estavam interessados em ir para as liquidações pós-Ação de Graças ao sul da fronteira.



“Vamos dividir um táxi para casa, Meredith,” uma mulher na rua disse para a amiga. Os ônibus não são seguros, ela pensou. As duas mulheres empacotadas de roupa de frio esperavam na esquina, paradas no mesmo semáforo que me rendia. Os únicos pedestres na noite fria, as suas palavras se misturavam com o baixo zumbido do tráfego.



“Essa idéia soa bem,” disse Meredith, seus olhos vagando pelo meu carro. Pena que ele não está indo para o meu caminho. “Veja aquele ali.”



Ambas se moveram em direção ao meio-fio para que pudessem me espiar pelo pára-brisa. Virei o rosto em direção ao canto oposto, torcendo para a luz mudar. Preso na linha de carros esperando, eu não podia escapar de seus olhares.



Olhe para esse perfil, Meredith pensou, desejando que ela pudesse tocar meu rosto. Outros dedos tinham traçado minhas feições, e meu rosto queimou pela memória.



“Não se mova,” Bella sussurrou, o calmo ritmo de seu pulso acompanhando suas palavras.



A outra mulher no meio fio falou, interrompendo a perigosa memória. “Ele é um pouco jovem, mas é gato demais.” Isso era um presente que todos nós podíamos usar. Sua mente simplista mudou de direção. “Poxa, eu ainda preciso encontrar presentes para os outros diretores, Janna, Barb, Sherry e Camille.”

No inicio, Meredith não deu importância para o comentário. Vire para este caminho, tigre, deixe-me ver esses olhos. “Nós poderíamos ir para Buffalo e então para o shopping – eles podem ter alguma coisa,” ela disse assim que o sinal finalmente mudou. “Se pudéssemos encontrar alguém… Quero dizer algo tão bacana assim aqui nesta cidade.” Ela se inclinou para olhar a placa temporária do meu carro. Americano, é claro, ela pensou melancolicamente.



Eu desisti e olhei para as mulheres enquanto me afastava, e foi recompensado com seus suspiros.



Tão triste, uma pensou.



Esses olhos tão escuros, solidão pura, a outra acrescentou.



Pena? Essas mulheres olharam uma vez para mim e sentiram pena? Elas não tinham idéia… elas eram crianças que pensavam que os ursos no zoológico eram fofinhos, sem saber que animais ferozes podiam perseguir, desmembrar e consumir uma pessoa em questão de minutos. Duraria apenas segundos para eu me desfazer dessas mulheres, menos ainda do que o tempo que o semáforo tinha me proporcionado.



Minha constante lembrança interrompeu. “Você sempre fica mais irritadiço quando seus olhos estão escuros,” Bella disse indiferente.



Assim que estacionei, percebi que minha aparência deve ter escurecido ainda mais. As mulheres não sentiram medo, tinha apenas visto a perda que sofri. Eu estava desaparecendo pedaço por pedaço. Sem Bella eu não era nada e, aparentemente, agora eu aparentava isso.



Ela discutiu, é claro. “Eu mencionei que você estava muito bonito,” ela disse, seguindo de um sonolento “Tão lindo.”



Balancei a cabeça, negando seu pedido enquanto eu saia do carro. Respirei fundo, experimentando o ar frio da noite, e então pulei para o topo do prédio mais próximo. Cruzando os telhados para o norte, tentei inutilmente enterrar minha dor, afugentá-la, deixando apenas a fúria e a determinação para trás. Eu precisava do meu monstro, precisava do ódio se eu fosse encarar e matar Victoria. E essa noite, eu tive a melhor chance de fazer exatamente isso.



Depois de semanas de caça caótica, Victoria finalmente tinha caído em um padrão. Ela decidiu se espreitar pelas periferias das grandes cidades, fazendo os moradores de rua, os sem dinheiro, e aqueles sem amigos seu principal consumo. Depois de sua jovem vítima em Minneapolis, ela se banqueteava nos arredores de Chicago, então se dirigiu mais para o leste, cruzando a fronteira para se alimentar em Windsor, no Canadá. A próxima parada lógica era aqui, em Toronto.



Suas últimas vítimas também haviam sido semelhantes: jovens prostitutas. A primeira havia estado com um cliente, e ambas haviam sido vitimas da sede de Victoria. A segunda estava sozinha, mas teve o mesmo fim violento. Os infelizes seres humanos haviam tido membros quebrados, costelas, e no caso do homem, uma fratura no crânio. Por mais que eu teria gostado de provocar os mesmos danos nela, Victoria estava programada para um fim rápido. Ela não teria a chance de escapar de mim ou da chama que iria reduzí-la a nada mais do que cinzas.



Eu tive que dar crédito a Victoria – ela era mais meticulosa com seus restos do que eu havia imaginado. Quase todas as suas vítimas tinham sido deixadas em algum tipo de água em movimento, facilmente explicando a falta de sangue nos corpos. Os outros tinham sido deixados no deserto, onde a natureza se responsabilizou por apagar quaisquer vestígios de líquido vital. Nenhuma de suas matanças tinha alguma suspeita imortal ligada com elas, embora diversos suspeitos humanos tivessem sido questionados, e em um caso, preso.



Limpar a bagunça de Victoria nunca foi minha intenção; era apenas uma curiosidade que me levou a olhar os resultados de seu apetite. No caso da prisão, no entanto, eu tirei um tempo para me sentar do lado de fora da delegacia de Minneapolis até que encontrasse a mente do oficial de investigação. O porque fiz isso? Eu ainda não podia dizer. Mas eu esperei por horas, sentado no meu carro em um canto escuro da garagem, ouvindo as perguntas e os pensamentos na delegacia.



Por incrível que pareça, meu fantasma de Bella havia permanecido em silêncio na maior parte, sabendo, mas não dizendo, o porquê eu precisava fazer essa coisa estranha. “Devo dizer ‘se divirta’, ou esse é o sentimento errado?” ela perguntou, olhando para mim do outro lado de uma mesa infinitamente grande de uma cafeteria quando pisquei.



Eu não podia deixar de sorrir, assim que as palavras foram proferidas. “Não, ‘se divirta’ funciona bem como qualquer outra coisa,” eu repeti para mim mesmo.



“Então, se divirta,” e embora a sua imagem permanecesse, ela não falou novamente.



Enquanto eu entrava no prédio, comecei com a mente do oficial do quiosque de informação na recepção.



Um sujeito afável, ele calmamente mandava os preocupados, os perturbados, e os ignorantes para seus destinos. Várias chamadas chegaram sobre o aprisionamento, e eu descobri que o turno do investigador chefe começava ao meio-dia, daqui a apenas alguns minutos.



Carregando uma maleta, o policial que eu estava esperando chegou pelas mesmas portas que todos os outros passavam. O oficial da mesa o saudou com um aperto de mão, parabenizando-o por tirar outro assassino das ruas. Depois de trocar alguns gracejos, o detetive se preparou para o dia, e eu me sentei um pouco mais reto no meu carro escuro. O assassinato liderava seus números de casos, e sua primeira prioridade era interrogar o suspeito novamente. Ele telefonou para a prisão, localizada atrás da sede da polícia, e ordenou que o suspeito fosse colocado em uma das salas de interrogatório.



Encontrar uma única mente culpada em uma cadeia com vários andares era uma tarefa quase impossível, mas por ficar ‘sintonizado’ com os pensamentos do policial, eu mentalmente o segui do outro lado da rua até o prédio fervendo com maldade. Pouquíssimos outros pensamentos entraram na cabeça do meu acompanhante; ele tinha a intenção de ver este suspeito atrás das grades. Assim que ele entrou na sala minúscula e sem graça, ele não tinha dúvida de que o homem na sua frente era culpado, mas a evidência era insuficiente. O policial precisava de uma confissão, e resistiu ao impulso de tirá-la a golpes do suspeito.



Enquanto ele considerava sua linha de interrogatório, eu troquei os canais para o homem de laranja sentado do outro lado da mesa. Os pensamentos do criminoso eram presunçosos. Você não pode colocar a culpa dessa vez em mim, eu não fiz isso.



O interrogatório começou normalmente, “Onde você estava em…” e “Quem te viu lá…” O suspeito era inocente, é claro, do assassinato que ele tinha sido preso, mas enquanto a conversa prosseguia, eu descobri o que eu esperava que fosse verdade.



“Tudo bem”, continuou o policial, se dirigindo ao criminoso. “Talvez você não tenha matado David Reynolds, mas e sobre a senhorita Wilson?” Ele atirou uma nova foto sobre a mesa.



O preso olhou para a foto de uma menina deitada em um diferente tipo de encosta gramada, e sua inocência desapareceu, substituída por uma máscara ensaiada que eu reconhecia. Com cuidado, o assassino escondeu sua satisfação do interrogador, mas eu vi tudo. Enquanto ele negava esse segundo crime, meu estômago deu um nó, vendo-o reviver os últimos momentos da vida da jovem, ouvindo-o brigar com ela, ficar excitado com seu medo, e encontrando felicidade suprema enquanto ele a esfaqueava até a morte.



Sua máscara não era boa o suficiente, e eu liguei o carro. O policial viu o suficiente para perceber a verdade, pressionando ainda mais o suspeito sobre a vítima de Victoria. No momento que e já tinha ido embora, o criminoso não conseguia mais se conter e se rendeu, admitindo o assassinato da menina, e de outros, mas tinha firmemente se recusado a confessar a vítima de Victoria. Não, apenas os culpados seriam condenados pelo crime dela, e eu fui embora, curiosamente satisfeito.



Outras vítimas de Victoria permaneceram casos não solucionados, mas como eles não tinham feito parte principal da sociedade, a perda deles não fez falta. Eu pulei para a calçada e me aproximei de meu destino, os pensamentos agora passando por mim como um rio canadense selvagem. Estes seres humanos eram igualmente tão descartáveis, pelo menos aos olhos de alguns. Não levou muita pesquisa para encontrar esse lado sombrio de Toronto, apenas tive que buscar as estatísticas de assassinatos para encontrar o bairro conhecido apenas pela interseção que eu circulei, Jane e Finch.



Condomínios altos dominaram a paisagem ao redor da interseção, habitando milhares de possíveis refeições para Victoria. Ela não iria caçar nos edifícios, eu tinha certeza.



Seu consistente método sádico de saciar sua sede evitava esta área. Com tantas possíveis testemunhas apenas metros de distância, ela teria que matar de forma rápida e silenciosa, duas coisas que eu ainda tinha que ver com ela.



Enquanto eu procurei, me tornei o caçador, abrindo meus sentidos e acalmando minha mente. Eu não podia me entregar completamente para o meu lado selvagem, eu também tinha que ser cauteloso com testemunhas.



Quando rastreava no vasto espaço natural do deserto, eu tinha sido limitado por muito pouco. Aqui, olhos observavam cada movimento, e eu não podia me dar ao luxo de perder qualquer tipo de controle. Apesar de eu ter ignorado a minha sede ardente, o monstro em mim ainda esperava pela sua oportunidade de ressurgir. E esse local era muito semelhante aos que eu tinha usado como caça há muito tempo.



Sempre presente, Bella perguntou: “Isso é algo que eu poderia ter a chance de ver?”



Agora, como sempre, eu respondi: “Absolutamente não!” e implorei minha Bella para me deixar concluir esta tarefa violenta sem interrupções.



“Depois, então,” ela sussurrou.



Ampliei o círculo, mantendo os arranha-céus como o centro, ouvindo, vendo e cheirando. Finalmente eu peguei o perfume doce dela, recém depositado depois da caída de neve do dia. Meu ódio mantinha todos os outros pensamentos à distância, exceto um. Victoria estava perto.



Ela desceu a rua contra os edifícios. À esquerda, os condomínios aumentaram, mas para a direita ficava um shopping center de pequeno porte com um mini-mercado e uma loja de cigarros, e foi nessa direção que eu andei.



Um grupo de homens se reunia à porta da Mo’s Smokes, diretamente no caminho criado pelo cheiro de Victoria, forçando-me a desviar. Eu peguei uma trilha mais fraca para o norte quando a conversa do grupo despertou meu interesse.



“Você deveria tê-la visto, cara, ela era gata. Cabelo cor de fogo, e as mais loucas lentes de contato vermelhas.” Em sua mente, o jovem negro retratou a vampira que eu procurava.



“Fala sério, você está cheio de história.”



“Não, sério. Ela estava em pé exatamente onde você está.” O que falava olhou seu relógio. “Eu tenho que ir se vou alcançá-la.”



“Onde você vai encontrá-la?” O outro perguntou, não acreditando em uma palavra da história.



“Na casa do Tim, perto do parque Fountainhead.” Ele imaginou Victoria passeando pela rua indo para o oeste. A imagem borrou; o humano não estava completamente sóbrio.



Dividido, eu decidi verificar a história dele, e continuei a andar ao redor do grupo em silêncio, encontrando um cheiro muito mais forte na direção que o homem tinha indicado.



“Você acha que ela iria se importar se você levasse um amigo?” As intenções do homem que falava estavam longe de sere honradas, e eu cerrei meus dentes. Ele era um criminoso sexual experiente, e considerei deixar Victoria tê-lo antes de eu terminar com ela.



“Nah, Daryl, vamos lá. Vai ser demais.” Ele comparou seus atributos físicos com os o do criminoso, e decidiu que ele seria mais do agrado de Victoria, em qualquer caso. Os dois homens se separaram do grupo e seguiram na minha direção.



Afundando-me nas sombras, fiquei escondido enquanto os homens passaram por mim. Eu lancei uma ampla rede com a minha mente, vasculhando através das vozes mentais que ouvi, em busca da voz aguda de Victoria, mas não encontrando nada nem perto. O exercício durou mais do que planejei; os dois homens estavam há alguns quarteirões de distância no momento em que minha atenção voltou para eles.



“Lá está ela. Ei, querida, sou eu!” O bêbado chamou. Olhei através de seus olhos e vi uma mulher com cabelo cor de chamas vermelhas em um longo casaco de pele andando na frente dele. O casaco de pele eu reconheci, ele pertencia à ultima vitima de Victoria de acordo com as subseqüentes reportagens. Havia algo estranho sobre seu cabelo, porém, a cor era de uma tonalidade mais escura do que eu me lembrava, e mais encaracolado. E eu ainda não ouvia os pensamentos de Victoria.



Alcancei os homens assim quando os pensamentos da mulher ergueram-se sob o barulho mental.



O que ele quer? Ela virou-se, revelando sua pele chocolate escuro, e eu sabia que tinha sido enganado.



“Quem é você?” perguntou o homem embriagado, rapidamente examinandoa mulher.



Daryl, o predador, não se importava quem ela era. “Belo casaco.” Ele se imaginou avançando nela ainda vestindo o casaco, segurando-a no chão enquanto ela lutava contra seu aperto.



“Obrigada. Foi um presente.” A mulher, uma prostituta, sorriu; lembrando como ela tinha visto Victoria jogá-lo no canto de um prédio a uma quadra de distância, e depois desaparecer.



Isso era um plano, uma pista falsa. Mas por quê? Será que Victoria sabe que eu iria alcançá-la, ou ela estava tentando se livrar da polícia humana? O outro cheiro, mal detectável… que tinha que ser seu verdadeiro caminho. Ela deve estar fugindo…



O grito interrompeu meus devaneios.



“Leva-a de volta para lá,” disse o homem sóbrio, sua excitação mal contida. Grite de novo, baby, ele pensou.



“Aqui, pegue minha bolsa,” ela implorou, deixando-a cair. Sua mente se encheu com um medo sem palavras, ao ver o clarão de uma faca na mão Daryl. Ela não teve tempo de gritar novamente antes que os dois homens a empurrasse para trás de um edifício próximo.



Fiquei onde estava, dizendo a mim mesmo que eu estava apenas planejando meu próximo passo. No entanto, minha atenção ficou no trio.



Uma vez fora da vista da rua, o bêbado perdeu o interesse na prostituta e no lugar pegou sua bolsa. Ele se jogou ao lado de uma lixeira, contente ao ver vasculhar o conteúdo da bolsa, enquanto seu companheiro brincava com a mulher, deliciando-se com seu terror.



“Eu tenho uma queda por mulheres ruivas,” Daryl sussurrou em seu ouvido.



Eu não deveria me envolver – isso é um crime humano. Uma cabine de telefone do outro lado da rua chamou minha atenção. Uma chamada rápida para o 911 mandaria a ajuda necessária para a mulher mortal.



Outro grito ecoou na escuridão tranqüila. E se ela for a Bella de outra pessoa? Meu passado me repreendeu. Em vez de trazer dor, a memória alimentou o monstro em mim. O executor… mas esta não era minha luta. Meu caminho estava lá atrás, lentamente ficando obscurecido pela neve que caía.



A mulher sentiu o aperto de Daryl afrouxar, e ela considerou fugir. Ela descartou a idéia, incapaz de pensar em um lugar para o qual correr, e ao invés disso ela assinalou os pontos fracos de seu agressor em sua mente.



Olhos, virilha, nariz, ela pensou, e eu congelei. Tudo era muito familiar.



“O que você estava pensando?” Eu perguntei, não esperando a resposta que recebi.



A voz de Bella era dura. “Eu ia esmagar o nariz dele em seu cérebro.”



Daryl acenou a faca ameaçadoramente na frente do rosto da mulher. Eu levaria menos de um segundo para desarmá-lo e enterrar a faca em seu coração. Ou usá-la para dilacerar seu rosto. Eu precisava de cinco segundos para arrancar sua pele. Mas isto não era problema meu – os meus dias de vigilante acabaram há muito tempo. Eu me virei, tentando desligar o que estava acontecendo por trás da loja antes que mais memórias voltassem.



Em resposta, os pensamentos pareciam ficar mais altos em minha cabeça. Você nem mesmo vai tentar fugir?



“Eu caio muito quando corro,” Bella gemeu em minha cabeça.



As próximas palavras de Daryl selaram seu destino.



“Você não vai se entregar, não é? Ei, Randy, ela é corajosa.”



Naquele instante eu fui transportado de volta para uma rua diferente em uma cidade diferente, enfrentando um criminoso diferente que pensava quase a mesma coisa: Essa é corajosa. Talvez seja melhor, eu acho… não vai se entregar fácil.



“Fique longe de mim,” gritou a mulher, as palavras exatamente iguais as de Bella.



Eu não estava ciente de que eu na verdade tinha me movido até que o ombro de Daryl se deslocou fazendo um alto barulho. Sem pensar eu tinha pulado do prédio, pegado a faca e a mão que a segurava e a torcido por trás das costas dele, separando seu ombro no processo.



Ele gritou, e eu me alegrei com o som. “Você merece uma morte lenta e dolorosa”, eu respirei em seu ouvido, seu coração acelerado fazendo o veneno surgir em meus lábios.



“Você está bem?” A memória de Bella perguntou com uma voz áspera. Assim como há muito tempo atrás, ela acalmou meu temperamento apenas o suficiente para parar o assassino em mim.



Evocando qualquer vestígio de humanidade que eu poderia ter, joguei o demônio em direção a rua em vez de esmagar seu crânio contra a parede de tijolo próxima a mim. Um ofego de mulher me lembrou que eu não estava sozinho.



Minhas mãos… Eu olhei para os meus dedos brancos, atordoado pelo calor que escorria por eles vindo da pele do criminoso. A sensação se dissipou, mas foi substituído por uma dor física em meus dedos. O último humano que eu tinha tocado antes dele tinha sido Bella.



Como sempre, minha garganta queimou, mas ao invés de incitar a sede voraz, só alimentou as minhas memórias de Bella. Nenhuma dessas pessoas cheirava remotamente apetitosa em comparação com ela, mas me fez lembrar de como eu ansiava por ela, por seu sangue. Mas a queimação era boa – a queimação significava que ela estava viva e humana. Meu sofrimento assegurava sua sobrevivência, assim como a minha ausência.



“Quem… o que você é?” Os olhos pretos e arregalados da mulher se encheram com uma mistura confusa de alívio e horror. Ela passou por uma lista de quadrinhos que tinha visto na mesa de seu sobrinho.



Eu não sou um super-herói. “Vá,” eu disse friamente e me afastei. Daryl tinha mancando para longe, seguido por seu companheiro cambaleante.



Ela passou correndo, parando para pegar o conteúdo de sua bolsa. Com um olho em mim, ela empurrou suas posses na bolsa, seus bolsos, onde quer que ela pudesse acelerar o processo, parando apenas por um segundo, quando percebeu que todo o dinheiro dela tinha ido embora.



“Aqui,” eu disse, segurando um punhado de notas. “Há um táxi chegando, se você se apressar você pode pegá-lo.” O som do motor do taxi quase dominou seus pensamentos aleatórios.



Sua confusão intensificou quando ela pegou o dinheiro de minha mão. “Hum, obrigada,” disse ela, em seguida, e então saiu correndo.



Sozinho novamente, não foi Bella que sussurrou para mim, mas sim Carlisle.



Tanta compaixão, tanto controle. Mas mesmo em minha memória ele me provocava. Ela é muito boa para você, não é?



“Ela é uma prostituta,” eu disse, propositalmente desvirtuando o sentido de minha memória.



Como se Carlisle estivesse de pé ao meu lado, ele continuou. Volte para Bella.



Frustrado pelas provocações de minha própria mente, eu peguei a lixeira, facilmente do tamanho de um carro pequeno, girei e a joguei contra o lado do edifício de tijolos. Lixo e cacos de barro explodiram em torno de mim enquanto eu lutava contra o impulso de ir encontrar meu amor – a pé, se necessário.



Bella, meu imã para perigo, tinha passado exatamente por essa situação – ela poderia estar atraindo demônios ainda mais mortais à sua porta?



“Você é perigoso,” ela me lembrou. “Mas não é mau.”



Finalmente, uma memória que ajudou. Eu era o maior perigo para ela, com exceção de Victoria. Minha caça ainda esperava, e ela era perigosa e maligna. A pista falsa de Victoria teria derrubado um caçador de humanos, mas quando me aproximei da esquina vazia perto da loja de fumo, eu não tive problemas para detectar o cheiro dela. Ela morreria em breve.



Antes que a Bella de minha mente pudesse me manipular com mais memórias, eu deixei o cheiro me consumir enquanto seguia para o norte. Ir para a cidade foi lento – o concreto e o asfalto não pegaram o perfume de Victoria como a floresta tinha – mas depois de perder e encontrar o cheiro várias vezes, ele me levou para as terras de cultivo, e o aroma ficava mais forte com cada árvore ou arbusto que ela passava.



Ela me levou para o norte, e percebi que o som do tráfego sempre se espreitava no horizonte. A estrada não estava muito longe, e Victoria parecia tê-la usado como um guia. Assim quando as luzes de outra cidade menor apareceram à frente, seu traço virou oeste, atravessando a estrada de seis pistas. Seu trajeto não me levou para onde se concentrava a população, mas para o redor dela. Comecei a pensar que este era um truque – a sede de Victoria deve ser intensa, eu estava bastante certo de que ela não tinha se alimentado em pelo menos uma semana. Mas o cheiro continuou a ficar mais forte, então eu me deixei levar.



As fazendas deram lugar a árvores estéreis e lagos congelados, e eu acelerei mais ainda. Victoria continuou a seguir a estrada ao norte, cruzando-a várias vezes, como se para evitar os maiores corpos de água. Eu não entendia seu raciocínio – por que ela não nadava e apagava completamente seu rastro? Molhada com este tempo seria inconveniente; roupas congeladas tendiam a literalmente se rasgar em pedaços, mas ela poderia facilmente roubar mais. A única conclusão que eu poderia fazer era que seu rastro falso em Toronto tinha sido colocado para o benefício de um ser humano e que ela não tinha idéia que era um vampiro que a seguia. Ela poderia se dar ao luxo de ser preguiçosa e ficar seca. Muito melhor para mim.



Finalmente, ela desviou para o leste, em uma área completamente desabitada, fugindo de mim novamente. Onde ela estava indo? O cheiro dela era o mais forte que eu já tinha encontrado – apenas uma hora, talvez duas haviam se passado desde que ela tinha passado por aqui. Outro cheiro almiscarado se misturou com o dela, um que eu reconheci como alces. Não, ela não poderia estar caçando animal depois de passar por tantos seres humanos saborosos.



O caminho do alce e o de Victoria se separaram, e eu decidi que era coincidência. Emmett teria me chutado por ter deixado um alce passar, mas eu me recusei a deixar a minha sede me distrair – não quando eu estava tão perto.



Me perguntei onde meu irmão estava, se ele e Rosalie tinham voltado para o feriado de Ação de Graças. Esme não fazia do feriado uma grande produção, mas ela fazia questão de encontrar um momento com cada um de nós durante o dia para expressar sua gratidão pela nossa presença na família. Este ano, o meu momento tinha chegado na forma de uma mensagem de texto. Eu temia ter de falar com ela, temia ouvir a decepção e a tristeza em sua voz, então eu estava grato pela despretensiosa mensagem que me desejava estar bem e esperavam por meu rápido retorno. Porém eu também estava ferido, sentindo falta de minha família mais do que eu esperava.



Enquanto minha família estava provavelmente caçando – no caso de Alice por pechinchas – Bella estaria passando o feriado com seu pai. Ela estaria preparando o tradicional banquete para Charlie? Talvez ela estivesse visitando sua mãe, longe do frio e molhado que ela tanto odiava. Outra possibilidade surgiu: ela poderia estar passando o feriado com outro – quem quer que ela tivesse escolhido para me substituir. Tenho certeza de que a população masculina de Forks High fez fila diante de sua porta, uma vez que disseram que os Cullens tinham ido embora.



O rosnado que me escapou desapareceu no silêncio da floresta. Eu queria que ela encontrasse a felicidade, eu me lembrei, e isso incluiria amar outro. Em algum lugar distante um coiote uivou. Pior ainda, eu pensei, ela poderia estar passando o dia de Ação de Graças na reserva com Black, e seu filho ignorante.



Meu desgosto pelo pensamento trouxe minha consciência de volta ao presente. Puxando o ar gelado profundamente em meus pulmões, eu deixei a essência de Victoria controlar minha direção. A brisa gelada trouxe o aroma de sangue humano recém-derramado para minhas narinas e eu recuei. Minha garganta virou cinzas; naquele único respiro eu senti o cheiro de três seres humanos diferentes com o vento, um mais forte do que o outro. Nenhum podia se comparar com o cheiro do sangue de Bella, mas o sabor trouxe de volta ecos fracos da felicidade incríveis que eu senti quando seu sangue perfeito tinha passado pela minha boca.



“Obrigada, Edward,” ela disse depois de eu quase tê-la matado. A lembrança transformou meu prazer em repulsa.



Luz anunciou a localização dos corpos; o silêncio me disse que eu estava tarde demais. Me estiquei tanto quanto eu pude com meu ouvido mental, mas fui recebido com a mesma solidão tranqüila. Victoria tinha se alimentado e seguido em frente.



A casa de dois andares ficava no centro de uma clareira, ladeada por duas árvores sem folhas e vários pequenos edifícios. Pela porta da frente aberta, vi uma forma enrugada, mas não me preocupei em investigar. A ausência evidente de vida significava que eu estava livre para continuar minha busca. Não havia ninguém para salvar aqui.



Eu circulei a borda da clareira, buscando o ponto de saída de Victoria. Os únicos traços de cheiro foram os que eu tinha seguido para essa casa remota, mas ela podia ter encontrado outro meio de escapar. A porta da garagem aberta foi o indício mais evidente, e notei as pegadas desaparecendo rapidamente guiando da casa para a garagem. Droga – eu a perdi por apenas minutos.



A garagem vazia confirmou minha suposição – Victoria havia roubado um veículo. Foi esta a motivação para a longa viagem até este ponto isolado, para adquirir um meio de transporte que não seria imediatamente notado sua ausência?



A neve aumentou, obliterando a chance minúscula que eu tinha de seguir o carro, então eu voltei minha atenção novamente para casa. Vendo o resultado da refeição de Victoria não estava no topo da minha lista, mas se eu pudesse descobrir a marca e o modelo do carro, eu poderia ser capaz de chamar a ajuda da polícia humana sem eles saberem. Se ela atravessar a fronteira, o software computadorizado de identificação deles iria pegá-la, e com um pouco de hacking, seriam ajustados para me notificar.



Subi os poucos degraus até a varanda e entrei na casa. O primeiro corpo estava estendido lá dentro, jogado na pilha de roupas de neve empilhadas ao lado da porta.



Os olhos do homem olhavam distraidamente para o teto, seu rosto maltratado, mas intacto. Seu pescoço tinha sido rasgado tão ferozmente que seria impossível para um ser humano discernir que tipo de animal poderia ter causado o ferimento, mas a falta de sangue em ou perto de seu corpo seria suspeito até mesmo para o mais desatento dos investigadores. Situado ao pé da escada estava uma arma calibre doze. Victoria deve ter atraído o marido que usava pijamas para baixo antes de tirar sua vida. Ele não parece ter sofrido tanto quanto algumas de suas vítimas do passado; ela deve ter estado com muita sede para brincar com ele por tanto tempo. Eu duvidava que ela estendesse a mesma cortesia à sua segunda vítima.



O cheiro de sangue flutuava escada abaixo, acompanhada por um aroma floral, mas eu ignorei, escolhendo procurar no andar de baixo primeiro. Se eu encontrasse o que precisava, eu não iria mais longe para dentro da casa.



Em minutos eu tinha aberto todas as gavetas e gabinetes, mas não encontrei nada parecido com os registros que podiam conter uma descrição ou possivelmente até mesmo números de placas do carro desaparecido. A única pista que eu encontrei foi uma foto de um novo caminhão brilhante no frigorífico com um jovem, um adolescente de cabelos escuros ao volante. Talvez isso fosse o que Victoria estava dirigindo.



Com uma respiração rápida, subi as escadas. O cheiro de sangue era preocupante, não só por causa da sede voraz que incitou em mim, mas por causa da força do cheiro. Victoria geralmente drenava suas vítimas até ficarem secas, não deixando nenhuma gota para trás, mas apenas uma quantidade aproximada de um pint* poderia produzir um cheiro tão forte. Eu me encolhi, imaginando o tipo de dano que Victoria teria infligido a um indivíduo para causar tal desperdício.



Eu subi a escada, e pude ver a mulher que tinha de ser a esposa do homem deitado no chão de seu quarto no final do corredor. Do meu ponto de vista ela não parecia ter sofrido muito também – os braços e as pernas pareciam intactos. Se eu não tivesse sentido a distinta fragrância de Victoria enquanto eu estava lá, eu teria jurado que um vampiro diferente cometeu estes assassinatos. Atrás do corpo estava uma mesa, e minha esperança de encontrar as informações que eu desejava aumentou.



Um som de pingos veio detrás de uma porta fechada enquanto eu ia para o quarto principal, e apenas com a menor fungada eu sabia o tanto de sangue que havia dentro do quarto fechado. O perfume floral também emanava do túmulo, espalhando o cheiro penetrante de cera queimando. Um cheiro do buquê mexeu com as minhas memórias, e cortei meu fornecimento de ar antes que eu pudesse dar um nome para elas.



A suave e dançante luz que rastejava por baixo da porta confirmou as chamas no quarto, e minha curiosidade aumentou. O cheiro, o cabelo escuro da foto estremeceu o buraco em meu peito, tentando me sugar para o passado. A memória que eu forcei em mim mesmo era uma de olhos vermelhos em uma massa desordenada de cabelos cor morango, e a dor se transformou em ódio. Toda a minha fraqueza, meu egoísmo, minha auto-aversão foram armazenados nesse buraco, prontos para serem despejados sobre a abominação que era Victoria.



Meu plano de violência e vingança me gelou, e eu passei pela sala, novamente focado em minha busca. Pisando com cuidado sobre a mulher no quarto, eu procurei a mesa. Esta mulher também teve a garganta rasgada em pedaços, mas seus olhos estavam fechados de forma pacífica. Victoria devia estar faminta para ter assassinado dois seres humanos sem ter sequer quebrado um dedo.



Incapaz de reunir qualquer entusiasmo por infligir estrago similar em um vampiro, eu folheava os arquivos e papéis. Entre as contas de telefone e as receitas fiscais encontrei o formulário de seguro automotivo que me deu todas as informações que eu preisava sobre o novo e azul Chevy Silverado, incluindo o numero da placa. Quando voltei a Toronto, a primeira ordem de negócios seria verificar o quão seguro os servidores da patrulha de fronteira era. Com todos os documentos devolvidos aos seus arquivos, eu comecei a voltar pelo corredor.



O gotejamento diminuiu para uma gota a cada oito segundos, e eu parei na porta. Não havia nenhuma razão para eu ver a última vítima de Victoria; encontrei tudo o que eu precisava. Embora a luz lançada pela chama não tinha aumentado, e eu pensei. Seu plano de cobrir os rastros tinha de alguma forma falhado? Um incêndio que destruiria todas as provas, mas ela não tinha ficado tempo suficiente para garantir seu sucesso?



Me xingando, eu lentamente abri a porta e congelei. Foi aqui que Victoria tinha satisfeito seu gosto por violência, e as provas respingavam em todo o minúsculo quarto. As gotas de sangue tinham alcançado cada uma das paredes cor de rosa, derramando em fotos, roupas, livros. Vida ocultava vida – banhado em vermelho, os pequenos aspectos triviais da existência desta menina estavam saturado com a única coisa que tinha lhe dado forma, significado.



A brutalidade da cena me fez ofegar, sugando na riqueza do sangue doce da garota adolescente e a fumaça da única vela queimando na mesa ao lado dela. Meus olhos se dirigiram para o prato de cerâmica, quase sem cera. A chama tinha lambido uma pilha de papel próxima, mas não se espalhou como previsto, e as bordas queimadas do combustível havia escapado do alcance do fogo. Um fogo diferente ardia em minha garganta, agitado pelo cheiro da cera púrpura… lavanda… A fumaça se curvou da vela em minha direção, e outro cheiro – ou era uma lembrança? – flutuou para mim. Frésia… Quando eu libertei meu olhar para movê-lo da vela para a cama, o tempo parou. Tudo parou.



Um braço nu se esticou em minha direção, a marca vermelho vivo da mordida em sua mão brilhando na luz da chama. A lua crescente combinava exatamente com a cicatriz na mão de Bella.



“Minha mão está queimando!” A voz na minha cabeça era fraca, oca, não o grito que tinha sido em Phoenix. Não…



O cabelo logo e castanho da menina estava através de seu rosto, escondendo seus olhos, mas um outro arco vermelho apareceu entre as mechas emaranhadas em sua garganta.



…seu cabelo molhado se entrelaçava como algas… Assim como o de Bella. Os olhos castanhos que eu via toda vez que piscava desapareceram na sombra. Bella… onde você está?



Deitada sobre sua cintura, o pulso pálido de outra garota também tinha a impressão de dentes. Minha visão ficou turva, aumentando as semelhanças entre esta menina quebrada e minha Bella.



“Edward. Dói.” A memória de Bella era apenas um sussurro. Não, não vá…



E no centro do peito da adolescente, um buraco do tamanho de um punho. O tecido azul escuro de sua blusa tinha rasgado sob a força do soco que tinha transformado seu coração em nada além de uma polpa, incapaz de bombear sangue.



“Eu preferiria morrer a ficar longe de você.” Com estas palavras, as minhas memórias de Bella desapareceram, deixando minha mente – minha vida – um buraco negro e vazio. O abismo em meu peito se apertou de dentro para fora, expelindo toda a dor, o ódio, as lembranças, assim como o sangue desta menina tinha sido espirrado ao redor do quarto. Nada restou dentro de mim – era como se meu ser tivesse sido apagado. Ela se foi…



“NÃO!” Eu gritei, estendendo a mão e jogando o cabelo da menina de lado. Eu sabia que ela não era Bella – ela não podia ser – mas até que vi o queixo pontudo da menina, seus olhos azuis nebulosos, seus lábios finos e mortos, minha mente estampou a imagem de Bella sobre este corpo quebrado. E nesse momento, Bella tinha sido morta.



Eu sabia que minha vida ia acabar quando a dela acabasse, mas nenhuma quantidade de imaginação ou de contemplação poderia ter me preparado para o completo vazio que sua morte traria. O nada era tão intenso que eu não podia acreditar que eu ainda tinha uma forma corpórea – era como se minhas moléculas tivessem explodido, expelindo cada último pedaço de mim para o vazio. A sensação era pior do que a morte, pior do que qualquer inferno. Sem forma, insensível, invisível. Mais do que morto… eternamente vazio.



Se eu tivesse sido capaz de vomitar, eu teria. Sendo como era, meu estômago pesou, e eu tive que me virar.



Minhas mãos tremiam enquanto eu dava passos para trás, tropeçando para longe do meu pior pesadelo. “Não… ela está segura,” eu disse a mim mesmo, caindo de joelhos. Minha Bella fantasmagórica voltou, e eu nunca estive mais feliz.



“Eu sinto sua falta,” disse ela na escuridão.



“…É como se você tivesse levado metade de mim com você.” Eu respondi.



“Venha buscá-la,” ela ordenou.



Enquanto a escuridão sem fim em meu peito se uniu com a dor familiar e interminável, olhei novamente para a menina indefesa, mas respondi a memória. “Eu vou”.



Não importa o quanto eu lutei, quão forte eu fingia ser, eu sempre soube que eu iria voltar, algum dia, mas eu tinha enterrado aquela fraqueza, me recusando a aceita-la. Vendo essa visão trágica, a personificação de um dos possíveis futuros de Bella, finalmente me quebrou. Fechei os olhos, egoisticamente acolhendo o sorriso de Bella e seus braços abertos, sentindo a atração dela comigo mais forte do que nunca. Como eu queria traçar seus lábios, sentir a suavidade da sua pele frágil contra a minha, até sofrer a sede ardente que ela provocava em mim… só para verificar o que eu sabia ser verdade, que ela estava viva e feliz, longe daqui.



Misturado com um frágil conforto estava a tristeza. Ela morreria, algum dia, e meu retorno seria apenas para apressar esse fim. Outra gota de sangue caiu, interrompendo o meu paradoxo. No final só poderia haver morte.



“…ou ela será um de nós algum dia,” sussurrou uma outra memória.



Não… eu nunca iria tão baixo. Bella nunca poderia ter permissão para experimentar o vazio, o nada infinito com o qual eu estava fadado a morrer. Eu ficaria feliz em sofrer uma eternidade vazia antes disso. Sua alma não iria desaparecer nas névoas como a minha tinha. Ela conheceria o céu, e eu só podia esperar que fosse tão maravilhoso como o paraíso que eu encontrei quando eu estava com ela. Meu paraíso egoísta…



“Primeiro, eu vou te deixar a salvo,” eu repeti.



Um nível de meu egoísmo ia ganhar, algum dia, mas aceitando isso eu continuaria a lutar. Se eu pudesse agüentar um ano, eu daria a Bella a chance de encontrar sua nova vida, começar a faculdade, e encontrar o amor humano que ela merecia. Então, quando eu voltasse, ela iria me mandar embora. Apenas suas palavras podiam me afastar definitivamente, eu percebi isso agora. Eu só tinha que lhe dar tempo suficiente para compô-las.



Se eu apenas pudesse ter um vislumbre dela hoje, ver o seu saudável rubor… mas não. Um ano não era nada para mim, o monstro que viveu por mais de um século. Por que parecia que cada segundo parecia mais lento do que o último?



Certamente eu era forte o suficiente para durar essa quantidade trivial de tempo. Além disso, Victoria ainda estava esperando por mim. O tempo passaria mais rápido com sua distração.



O pensamento de ver Bella apagou o vazio, até mesmo aliviou a dor, mas imaginá-la me dizendo para ir, para deixá-la, trouxe à vida uma nova agonia. Eu tentei achar um momento em que ela disse essas palavras, mesmo que de brincadeira, mas eu não consegui encontrar uma única instância onde ela me disse para ir; mesmo tendo tido muitas oportunidades para fazê-lo.



A declaração contraditória me preencheu. “Eu sempre vou te querer,” ela disse a sério.



Um lampejo de esperança queimou como chama dançando neste quarto horrível. Ela podia me aceitar de volta. Enquanto eu deslizava a vela para mais perto da pilha chamuscada do que parecia lição de casa velha, a chama resultante completou a metáfora. Minha esperança só poderia resultar na destruição de Bella, tão certo como o fogo que ia devorar o corpo dessa jovem garota. No caso da menina eu ia embora – mas quando Bella fosse embora, eu ia me jogar nas chamas com ela. O inferno não poderia ser pior do que o vazio que senti naqueles poucos segundos sombrios que eu imaginava que ela havia partido.



Mecanicamente saí da casa, o fogo no andar de cima crepitou enquanto ele se deleitava com o que costumavam ser as vidas de três pessoas. Em meio a minha tortura auto-infligida durante o meu fracasso com Bella, eu peguei o perfume de Victoria, e o meu, e corri de volta pelo caminho que vim. Voltar…



Não, não para trás, para frente. Victoria agora sofria as mesmas restrições que um automóvel dava como tinha acontecido comigo. Gasolina… Estradas… Voltar…



Bella estaria em sua cama dormindo, provavelmente de forma pacífica esta hora tardia. Tantas vezes eu a vi, a abracei enquanto ela descansava e sonhava. A imagem do peito deformado da garota se sobrepôs à cena calma, seu sangue escorrendo pelas paredes azuis de Bella. Voltar…



Ela nem mesmo saberia que eu estava lá. Apenas uma rápida viagem para certificar de que ela estava segura, saudável.



A idéia de voltar para aquele canto triste e úmido do mundo encolheu a fissura que permanentemente rasgava meu peito; enquanto eu antecipava aquele primeiro sinal da dolorosa porém divinamente doce fragrância de Bella, a dor diminuiu um pouco.



Um salto rápido até a janela coberta de renda, uma espiadinha, uma respiração, e então…



E então… O pouco que eu tinha de consciência se reafirmou, me lembrando que ir embora pela primeira vez tomou toda a força que eu tinha. A única conclusão para um plano tão auto-indulgente seria a minha presença constante em sua vida. E então eu não seria capaz de deixá-la nunca mais.



Preso entre a fantasiar sobre Bella e agonizando sobre os meus fracassos intermináveis, eu não sabia que eu tinha deixado meu caminho planejado para trás até que cheguei à beira do precipício. Eu parei bem perto, de cara com uma enorme extensão de água.



Apenas o pensamento de ver Bella novamente minou meu controle. Eu nem mesmo tinha certeza de que Grande Lago estava diante de mim – eu não conseguia sequer lembrar de atravessar a rodovia. Sem esse mar interior para quebrar meu devaneio eu teria corrido todo o caminho para o oeste… de volta para ela. Não, isso era errado. Eu não podia nem pensar na idéia de vê-la de novo se eu queria fazer aguentar sequer mais um dia, muito menos um ano, longe dela.



A neve caindo diminuiu enquanto eu desafiadoramente fechei minha jaqueta e virei as costas para o lago, indo para o sudeste. Coloquei a imagem da garota sem nome diante de mim como um lembrete do que eu poderia fazer e do que eu tinha que fazer. As marcas de dentes em seu pescoço poderiam ser facilmente as minhas na garganta de Bella. Eu tinha que ficar longe, para proteger Bella do pior perigo: eu.



E eu tinha que parar Victoria. Sua existência bárbara tinha que acabar. Eu estive tão perto… da próxima vez eu a pegaria.



Então eu ia continuar a lutar, enquanto pudesse. “Um ano, pelo menos,” eu disse em voz alta, a minha convicção não tão forte como eu esperava. Bella iria viver em segurança por um ano antes que eu a ameaçasse com a minha presença no final.



Enquanto as árvores dormentes passavam por mim, ela apareceu atrás de minhas pálpebras, sua cremosa pele brilhando em seu vestido de formatura azul. “Não é o fim, é o começo,” ela murmurou.



Fonte: Foforks

Ao Seu Lado!


Ao Seu Lado: Cap 1!


Eu ando na garagem de Jake sem uma palavra. Sento-me no seu banco e coloco meus pés sobre uma mancha clara sobre uma mesa de trabalho cheia de ferramentas. Jake levanta a cabeça debaixo do capô e sorri para mim. "Como foi a patrulha?" Ele pergunta e começa a trabalhar novamente.

Eu suspiro ", Chato, nada aconteceu." Ele ri. "Quando você vai se tornar Alpha? Estou cansada de obedecer Sam". Eu digo agitada.

"Me diz, o que aconteceu hoje?" Ele pede, olhando de repente em causa.

"Não se preocupe com isso Jake, nada muito grande. O mesmo de sempre. Alphas encomendas são a lei, não há nenhuma maneira em torno deles." Eu digo. Ele levanta a sobrancelha. "Eu não estou autorizado a ir para Port Angeles amanhã. Ele diz que eu sou necessária aqui, no caso de algo drástico acontecer, o que não vai acontecer. Assim, a minha noite será arruinada novamente." Eu digo.

"Por que você quer ir para Port Angeles?"

"Eu estava indo me encontrar com uma velha amiga lá, agora eu tenho que cancelar, ela vai me odiar." Eu digo.

Jake levanta a sobrancelha de novo. "Quem?"

Eu levanto o meu queixo, "você não a conhece Jake."

Na pista o barulho familiar de uma caminhonete enche a sala. Reviro os olhos e olhar para Jake. Ele não diz nada apenas olha pra mim.

Bella corre para dentro da garagem com um sorriso no rosto. Ela pára quando me vê e seu sorriso cai apenas por um segundo e é apenas o tempo suficiente para eu pegá-lo e entender o recado.

Eu me levanto. "Não se preocupe, eu vou embora." Eu anuncio. Jake olha para mim.

e Dou de ombros.

Eu ando fora e Jake me chama. Eu paro, me viro e tento segurar minha raiva.

Ele agarra meu braço e me puxa para perto. Inclina-se para baixo a minha orelha. "Não pense que eu esqueci, é o seu aniversário este fim de semana." Eu sorrio com as suas palavras. "Eu tenho uma boa surpresa para você." Ele diz, e com os lábios escova meu ouvido enquanto ele fala, sinto um formigamento nervoso de todo o meu corpo.

Ele se afasta com um grande sorriso no rosto. Eu sorrio de volta para ele envolvendo meus braços em torno dele. "Eu te vejo mais tarde Jake." Eu digo.

Eu decido não ir para casa ainda, e começo a caminhar em direção à Forks. Eu paro quando ouço risos. Viro-me e vejo Alice e Jasper graciosamente dançando, suas peles brilham como mil diamantes quando o sol começa a se ajustar. Eu pulo quando um galho atrás de mim se parte. Mãos frias gentilmente se colocam em meu braço. Eu giro ao redor e olho para cima. Edward. Sorrio para ele.

"Eu não estava espionando, eu juro." Eu digo.

Ele sorri: "Nem eu."

Dou-lhe um olhar interrogativo. "Que diabos você está fazendo?" Eu pergunto-lhe.

Ele ri. "Eu deveria estar perguntando a você." Ele levanta uma sobrancelha, e depois a outra.

Eu olho em volta e percebo que Alice e Jasper se foram. "Eu estava indo realmente ir ver vocês, eu não vejo todos vocês faz um bom tempo." Ele acena. "Bella e Jacob. Eu fui expulsa da garagem." Eu digo. Ele sorri. "Por que você não pediu para casar com ela ainda?" Ele pergunta e começa a girar em torno de mim, me levando para sua casa.

Ele ri. “Você não gosta dela? Você não quer que ela fique com Jacob? Mas é bom para ela ficar comigo?" Ele pergunta.

Dou de ombros: "Eu nunca pensei que você seria infeliz com ela. E você?" Eu peço.

Ele dá de ombros: "Há algumas coisas que eu tenho certeza até demais." Ele sussurra para mim. "É tão fácil para ela ir com Jake, eu não tenho certeza que estou bem com isso." Eu aceno. "De qualquer forma, eu quero que você conheça o novo membro da família, Carlisle desceu no aeroporto de Port Angeles fim de semana passado. Isso é o que eu estou fazendo aqui, nós estamos levando-o em viagens de caça toda noite."

"Oh", eu digo e sorrir um pouco.

Quando chegamos à casa de Bella, Edward convida-me a entrar "Declan, há alguém que eu quero que você conheça!" ele chama e um barulho ensurdecedor explode toda a casa. Eu olho para cima e vejo alguém de pé sobre o corrimão se preparando para pular. Edward agarra meu braço e me puxa para fora do caminho para a pessoa, não pouse em cima de mim. Dou-lhe um sorriso amável e em seguida olho para o novo membro.

Primeiro eu foco em seu pálido cabelo loiro como se ele já estivesse em uma praia há anos. Então eu o reconheço. "Declan?" Peço amassando o meu rosto.

"Leah?" Ele pergunta com entusiasmo. Ele corre para mim e envolve seus braços em volta de mim. Ele levanta meus pés do chão e gira em torno de mim. Finalmente, ele traz-me de volta para baixo. "Eu não posso acreditar! Você está aqui! E você sabe! Ela pode saber, não pode?" Ele se vira para Edward.

Edward tem um olhar de perplexidade que não tem preço. "Vocês dois se conhecem?" Ele pergunta.

"Eu fui, no último verão, visitar alguns dos meus primos e nos encontramos. Ele estava vindo me visitar". Eu digo, de repente sem me sentir culpada. "O que aconteceu em dezembro?" Viro-me para ele.

Ele olha para baixo. "Eu estava no meu caminho para o hotel para ligar para você, mas eu ouvi alguém chorando. Fui até ela e lentamente levantei a cabeça com um sorriso. Seus olhos estavam vermelhos de sangue e eu comecei a voltar. Ela agarrou-me rapidamente e prendeu me contra a parede. Eu tentei lutar com ela, mas ela era muito forte. Ela mordeu meu pulso e continuou bebendo o sangue durante ,o que parecia ser, uma eternidade. Os Cullen apareceram, eles foram me visitar.

Alice teve uma visão e eles podiam ouvir o meu grito de alguns quilômetros, eles me salvaram. Ela estava indo para drenar-me, quase o fez, eu tive alguns mililitros de sangue da esquerda, Carlisle diz que, na pressa ela acidentalmente colocou veneno em mim e é isso o que me mudou . Carlisle e Emmett me impediram, enquanto os Cullen estavam assustados com ela. Então, a transformação começou. "

Vejo minha mão foi para cobrir minha boca em choque. "É tudo minha culpa." Eu sussurro. "Você não deveria ter vindo para visitar, você ainda seria ..." Eu não consigo terminar. Declan envolve seus braços em volta de mim.

"Shh ..." ele acalma. "Não fale assim." Ele sussurra suavemente em meu ouvido. "Estou aqui agora, com vocês, e é verdade, eu meio que gosto desta coisa de vampiro, além de ser um monstro."

Nós liberamos um ao outro e eu olho para Edward. "Ele vai ser correto, ok? Ele está indo bem na dieta? Ele não sofrer mais?" Eu peço.

Edward concorda. "Ele é ótimo. Uma das melhores transições que eu vi."

Eu olho para Declan e é como se ele estivesse esperando por mim a olhar para ele. Ele tem que olhar nos meus olhos, aquele olhar que diz que ele acha que você é linda faz-me acalmar, e pára a minha preocupação. "Eu ainda não posso acreditar que você está aqui." Eu digo.

"Bem, acredito que, eu não vou a lugar nenhum tão cedo." Ele diz com sua mão e trilhando pelo meu braço até que ele encontrar a minha mão e bloquear nossas mãos entrelaçando os dedos. Dou um sorriso para ele. Um barulho familiar de uma caminhonete para ao lado da casa e meu sorriso cai. Ela parece sempre encontrar o momento certo para interromper. Eu suspiro. As Sobrancelhas de Declan se reunem em confusão.

"Namorada de Edward." Murmuro.

"E um amigo seu," Edward resmunga um pouco antes da porta se abre.

Neste momento um monte de coisas acontecem, Alice dança ao descer as escadas, Jasper segue-a com seu sorriso famoso e Bella e Jacob entram. Jacob gela ao ver-me e seus olhos vão automaticamente para Declan e nossas mãos entrelaçadas, a partir daí os olhos se deslocam para cima do braço para Declan ver que eu estou de mãos dadas.

"Jacob, este é Declan, um novo membro da família Cullen." Bella apresenta.

Os olhos de Jacob vão para Edward. "Isso está destruído?" Ele pergunta.

Eu olho para frente e para trás entre eles. "O quê?" Eu digo.

Jacob dá-me um olhar rápido, mas centra-se para trás em Edward. Edward balançou a cabeça. Jacob cruza os braços sobre o peito.

"Jacob, o que você está fazendo aqui?" Pergunto.

"Foi-me dado ordens para encontrá-la e trazê-la para casa", diz Jacob.

"Ordens.", Declan ri um pouco, mas quando ninguém ri ele pára.

"E eu precisava falar com Edward. Bella mencionou Declan. Ela não foi informada da história." Jacob continua não reconhecendo Declan.

"Oh, bem, ele foi trocado por um vampiro em Port Angeles, os Cullen não mudaram-o, esse é um trabalho ja feito. E eu não sigo suas ordens, sabe que Jake." Eu digo.

"Bem, eu não tenho necessariamente uma escolha na matéria." Jake diz solenemente. "Nós temos que ir Leah." Ele ordena.

Eu li o seu rosto e vi que é sério e aceno de cabeça. "Dá-me um minuto que eu tenho que falar com Alice." Eu digo.

Ele acena. "Eu vou esperar lá fora." Eu vejo como ele abraça Bella bem e eu a pé, puxando Alice na cozinha.

"Obrigado Alice, eu sei que vocês acharam-o por sua causa". Eu digo. "Eu não posso acreditar no que eu faria se ..." Eu paro.

Alice toca a mão do meu braço com simpatia. "Estou feliz que temos ele agora. Vocês tinham uma amizade tão bonita ...". Ela sorri.

Eu sorri um pouco. "Diga à Carlisle obrigado por mim. É melhor eu ir, ordens são ordens Alpha, Alpha e Jake não tem muita escolha."

Ela sorri: "Venha visitar mais, eu sinto sua falta Leah", diz ela e abraça-me.

"Vá." Eu digo e sair. Digo adeus a todos e Declan me dá um abraço e deixo.

Jake está esperando do outro lado do pátio. Tão logo ele me vê, ele se transforma. Saio correndo e me transformar no ar. Ele sabe que eu estarei indo para casa para que ele não fique muito preocupado. Ele não quer falar comigo.

Jake.

Nenhuma resposta.

Jake.

Nenhuma resposta.

Jake.

Leah, chegar em casa agora. Ordens de Sam em minha mente. Eu suspiro e começar a correr mais e mais rápido.

Jake ...